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             Lendas e Mitos do Folclore Brasileiro

                                                        

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Imagem do site TURMA DA MONICA 

                                                                                    

                       A MULA-SEM-CABEÇA

                            É noite de quinta para sexta-feira. O viajante assustado se apressa para chegar ao seu destino. Ele sabe  que é noite da Mula-sem-cabeça, bicho amaldioçado, que ataca a tudo e a todos.

                                 Diz a lenda que as mulas-sem-cabeça são mulheres que mantêm casos amorosos com padres católicos, nas cidades do interior do Brasil, e como castigo recebem esta terrível sina.

                                 A mula, que corre sete cidades quando se transforma, ataca sem piedade tudo o que vê pela frente. Ao final da corrida, já de madrugada, cansada e toda ferida, volta a ter sua antiga forma: de mulher.

                                  O encanto só pode ser quebrado por quem lhe causar um ferimento que  derrame sangue, mas é necessário que ambos, o homem e o bicho, lutem entre si.

                                 A mula pode ser um animal negro, com uma cruz de cabelos brancos; pode soltar fogo pela cauda e pde carregar um freio ferozmente mastigado na boca espumante de sangue. Em todos os casos, porém, é castigo de amante de padre.

 

                                    O LOBISOMEM

 

                  É noite de quinta para sexta-feira. Uma chuva fina cai sobre a cidade deserta e um vento forte sopra sobre suas ruas. Um homem caminha depressa pelas ruas mal-iluminadas. Ao ouvir um estranho ruído, apressa ainda mais o passo. Porém, sente que está sendo observado.

                         Completamente apavorado, começa a correr. Na esquina vê um vulto escuro. Sentindo que está prestes a se tornar sua vítima, grita por socorro. Mas de nada adianta.

                         Desesperado, cai de joelhos ao chão e com os olhos cheios de lágrima vê a criatura  atacar. Com uma dentada no pescoço, o Lobisomem suga seu sangue. Seu corpo fica inerte no chão.

                        Meio bicho, meio gente, a besta sai em disparada para atacar outras possíveis vítimas. Quando o galo começa a cantar, o Lobisomem retoma a sua condição anterior: volta a ser homem, cansado e com os cotovelos cobertos de sangue.

                        Isolado, fica aguardando a próxima oportunidade em que voltará a atacar suas vítimas.

 

 

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                                                         Curupira por Jefferson Robson Balmant -

 

 

                                      O  CURUPIRA

           Dentro da floresta, num rio sinuoso, uma canoa segue com seus passageiros: são pescadores, caçadores ou simples viajantes. Os únicos sons que se ouvem são os dos remos batendo nas águas e o alegre canto dos passarinhos.

                                   De repente, ouvem-se pancadas que parecem vir de longe. É o Curupira testando se as árvores resistirão à tempestade e avisando aos habitantes da floresta sobre a tormenta que se aproxima. Ele é um estranho ser que protege a floresta e todos os animais que nela vivem. É pequeno, coberto de pêlos, olhos vermelhos, unhas azuis e pés virados para trás.

                                   Ai daquele que matar ou tentar caçar animais pequenos e fêmeas, derrubar árvores  ou judiar das plantas. Para estes, o Curupira reserva castigos terríveis.

                                  Para defender a natureza, o Curupira ataca seus inimigos e os castiga de diversas maneiras: faz com que se percam na floresta ou os engana parecendo ser uma caça.

                                  Porém, o  Curupira não é só terror. Ele não persegue aquele que caça por necessidade, mas além de exigir presentes, pede segredo absoluto.

 

Estas  lendas  foram retiradas do livro Lendas e Mitos do Folclore Brasileiro,
adaptação de texto de Valquiria della Pozza - EDITORA RIDELL LTDA.)
        

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